Os desafios de ser inventariante: vantagens e desvantagens da gestão do inventário

Os desafios de ser inventariante: vantagens e desvantagens da gestão do inventário

Ser inventariante é uma responsabilidade jurídica importante, e muitas vezes, mal compreendida

Quando uma pessoa falece, alguém precisa organizar e administrar os bens, dívidas e documentos deixados por ela. Essa pessoa é o inventariante. Mas o que parece uma função burocrática e simples pode rapidamente se tornar um desafio enorme, especialmente sem a orientação de um advogado especialista em inventário.

Se você está prestes a assumir esse papel ou conhece alguém nessa situação, este post é para você. Vamos explicar o que faz um inventariante, quais são suas vantagens e desvantagens, e por que é essencial contar com apoio jurídico.

O que é ser inventariante?

O inventariante é o responsável legal por administrar o espólio, ou seja, todo o conjunto de bens e dívidas deixado por quem faleceu, até que o processo de inventário seja concluído.

Ainda, é o inventariante que representa o espólio em juízo, caso ele venha a ser parte em algum processo.

Quem pode ser inventariante?

O inventariante será nomeado nessa ordem:

  • o cônjuge ou companheiro sobrevivente, desde que estivesse convivendo com o outro ao tempo da morte deste;
  • o herdeiro que se achar na posse e na administração do espólio, se não houver cônjuge ou companheiro sobrevivente ou se estes não puderem ser nomeados;
  • qualquer herdeiro, quando nenhum deles estiver na posse e na administração do espólio;
  • o herdeiro menor, por seu representante legal;
  • o testamenteiro, se lhe tiver sido confiada a administração do espólio ou se toda a herança estiver distribuída em legados;
  • o cessionário do herdeiro ou do legatário;
  • o inventariante judicial, se houver;
  • pessoa estranha idônea, quando não houver inventariante judicial.

Ainda que essa seja uma ordem de preferência, ela não é absoluta. Por exemplo, o cônjuge sobrevivente pode estar bem idoso quando vier a viuvez, dificultando que exerça o papel de inventariante. 

Não existe, por fim, uma ordem entre os filhos. Por exemplo, não precisa ser o filho mais velho.

O inventariante deve, de preferência, ser escolhido pela sua competência em fazer a gestão do patrimônio e a sua disponibilidade para resolver as demandas.

Principais responsabilidades do inventariante

  1. Levantar todos os bens e dívidas do falecido;
  2. Administrar o patrimônio até a partilha;
  3. Representar o espólio em juízo;
  4. Prestar contas aos herdeiros;
  5. Declarar o ITCMD (Imposto sobre Transmissão Causa Mortis);
  6. Zelar pela regularização dos bens junto a cartórios, bancos e órgãos públicos.

Vantagens de ser inventariante

  1. Participação ativa no processo: estar à frente da administração pode permitir mais controle e agilidade na condução do inventário.
  2. Acesso às informações: o inventariante pode obter documentos, senhas bancárias, certidões e outros dados fundamentais para a conclusão do processo.

Desvantagens e desafios de assumir esse papel

  1. Responsabilidade legal: o inventariante responde por prejuízos causados por má gestão. Omissões, atrasos ou irregularidades podem gerar consequências jurídicas.
  2. Exigência de organização e conhecimento técnico: muitos inventariantes se perdem em meio a documentos, prazos e exigências legais. Sem apoio profissional, isso pode atrasar, ou até inviabilizar, o processo.
  3. Conflitos familiares: quem assume o inventário, muitas vezes, precisa lidar com desentendimentos entre herdeiros, o que pode tornar a função extremamente desgastante.

Vale a pena ser inventariante?

A função pode ser vantajosa quando há organização, apoio jurídico e colaboração dos herdeiros. Mas assumir essa responsabilidade sem orientação pode trazer riscos desnecessários.

Como minimizar os riscos? Conte com um advogado especialista em inventário

Um advogado especializado acompanha cada etapa: desde a declaração de bens até a partilha e regularização dos imóveis, veículos e contas bancárias. Ele garante que o inventário seja feito da forma mais rápida e segura possível.

Além disso, evita erros na declaração de imposto e assegura que os herdeiros tenham acesso efetivo à herança.

Conclusão

Ser inventariante é assumir um compromisso sério. Não é só “assinar papéis”. É gerenciar um patrimônio que precisa ser transmitido com justiça, clareza e segurança jurídica.

Se você foi nomeado inventariante e está se sentindo perdido, entre em contato com nosso escritório. Estamos prontos para orientar cada passo do processo de inventário, com empatia, experiência e estratégia.

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