Planejamento Patrimonial Familiar: o simples que faz a diferença

Planejamento Patrimonial Familiar: o simples que faz a diferença

Em nosso escritório temos alguns mantras e um deles é: o simples funciona. E ele tem uma variação: o simples faz muita diferença.

Isso porque, quando o assunto é planejamento patrimonial sucessório, todo mundo sonha com duas coisas: (i) evitar brigas e (ii) evitar impostos, ou seja, evitar a diminuição do valor do patrimônio deixado.

Para tanto, vende-se por aí a constituição milagrosa de empresas, métodos infalíveis de não pagar tributo, tudo no melhor modelo de terreno no céu. Tudo isso com muito custo de transmissão de patrimônio e trabalhos consultivos infinitos.

Existem, de fato, arquiteturas complexas de planejamento sucessório que atendem famílias mosaicos com patrimônios muito diversificados. Tudo isso dentro da legalidade e com projetos sérios de governança e sucessão.

Mas, para a maior parte das pessoas, o simples funciona e ajuda muito.

Que providências simples podem te ajudar?

Antes de pensar em fazer uma holding familiar, de fazer uma transferência total de patrimônio para os filhos, antes de se desesperar com a reforma tributária, esteja atento ao básico:

  1. Organize documentos: você tem uma pasta com todos os seus documentos pessoais e patrimoniais? Você sabe onde está a matrícula da sua casa ou o contrato de financiamento? Aqui eu dou dicas de como se organizar.
  2. Regularize bens: você averbou na matrícula do imóvel quando terminou de pagar o financiamento imobiliário? Passou para o seu nome aquele veículo que você comprou do seu primo? Regularizou que no terreno existem mais de uma construção? Essas “pequenas” coisas dificultam demais a transmissão do patrimônio e geram muita discórdia. Adiar por quê?
  3. Partilhe informações: Se você já organizou seus documentos e regularizou seus bens, tenha uma ou duas pessoas que saibam onde acessar essas informações com rapidez e facilidade. Se os documentos estão em pasta digital, como pode dar acesso a uma pessoa de confiança? Se forem físicos, quem sabe onde está essa pasta que vale ouro?

Não espere poder fazer o máximo para fazer o mínimo

Muita gente que nos procura para planejamento sucessório adia essas providências por achá-las pequenas ou irrelevantes. Sempre dizem: “farei isso quando eu for cuidar do verdadeiro planejamento, com instrumentos complexos”.

Eu recomendo que você não espere para fazer as coisas simples que podem transformar sua família, seu patrimônio e sua sucessão. Essa organização facilita, inclusive, a iniciativa de algo mais completo e mais personalizado, que é, sim, muito bem-vindo.

Já dizia Carlos Drummond de Andrade: “Mas as coisas findas, muito mais que lindas, essas ficarão”.

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